Na quinta-feira, os principais índices americanos registraram mais um dia positivo, com o S&P e o Nasdaq emplacando novos recordes de fechamento.

• Dow: +0,37%
• S&P: +0,28%
• Nasdaq: +0,14%

• Setores: Destaque positivo para o setor Industrial XLI subindo +1,08% e Petróleo XLE com ganhos de +2,54%. Na ponta negativa tivemos Tecnologia XLK em leve queda de -0,11%. Entre os papeis, Wells Fargo e as petrolíferas Chevron e Exxon subiram mais de 2% na sessão. Na ponta contrária, Chewy e Five Below tiveram quedas expressivas de 9% e 13% respectivamente, após a divulgação de seus resultados.

• Dólar: O dolar fechou próximo a estabilidade, cotado a R$ 5,18.

• Economia: Os pedidos de seguro-desemprego totalizaram 340.000 na semana encerrada em 28 de agosto, contra uma estimativa da Dow Jones de 345.000, o menor número desde março de 2020. Os dados foram divulgados um dia antes do payroll de agosto, que os investidores estão observando de perto para decifrar quando o Federal Reserve começará a reduzir os estímulos monetários. Os economistas estimam que 720.000 empregos foram criados no mês, abaixo dos 943.000 empregos criados em julho e que a taxa de desemprego fique em 5.2% frente a 5.4% reportado no último relatório.

 

Notícias Corporativas

Signet Jewelers ($SIG)

A varejista de joias de diamantes, Signet Jewelers, divulgou ontem pela manhã seus resultados referentes ao segundo trimestre fiscal e superou com folga as expectativas dos analistas. A empresa reportou receitas de U$ 1,8 bilhões, o dobro do mesmo período do ano passado, e um lucro por ação de U$ 3,57, bem acima das estimativas de U$ 1,69. As vendas nas mesmas lojas cresceram 97% no período, enquanto seus canais digitais registraram um aumento de 25% no faturamento, e foram responsáveis por um quinto da receita trimestral.

A companhia também elevou suas projeções para o resto do ano e anunciou um programa de recompra de ações no valor de U$ 225 milhões. Os papeis da Signet Jewelers subiram 5,7% na sessão de ontem, e no ano, acumulam uma alta de 195%.

 

Broadcom ($AVGO)

Após o fechamento, tivemos os números da Broadcom, fabricante de semicondutores e fornecedora de softwares para infraestrutura. As receitas da companhia cresceram 16,5% YoY, para U$ 6,8 bilhões e o lucro por ação foi de U$ 6,96, levemente acima das expectativas. O segmento de semicondutores faturou U$ 5 bilhões no período, um acréscimo de 19% em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto o setor de softwares apresentou uma alta de 9,7% nas receitas, para U$ 1,76 bilhões.

O CEO, Hock Tan, disse que os bons resultados refletem a liderança da empresa em vários mercados de crescimento secular como o de computação em nuvem, infraestrutura 5G, banda larga e wireless, e projeta que a demanda continue forte nos próximos meses.
As ações da empresa operavam em leve queda no aftermarket, mas no ano, elas sobem 12%.

 

DocuSign ($DOCU)

Outra que divulgou seus resultados no fim do dia foi a DocuSign. Para quem não conhece, ela conta com um pacote de softwares que automatizam o processo de assinatura de contratos e permitem que ele seja assinado digitalmente.

A empresa reportou um lucro por ação de U$ 0,47, acima do consenso de U$ 0,40, e receitas somando U$ 511 milhões, um crescimento de 50% YoY, além de elevar suas projeções para o resto do ano. A margem bruta do trimestre ficou na casa dos 82%, um avanço de 4 pontos percentuais em relação ao mesmo período do ano passado.

Os papeis da DocuSign caiam pouco mais de 1% no aftermarket. Este ano, eles sobem aproximadamente 32%.

 

O que esperar para o mercado hoje:

• Ásia: Na Ásia, as bolsas japonesas fecharam em alta na sexta, após o primeiro-ministro Yoshihide Suga anunciar que não pretende concorrer nas próximas eleições pela liderança de seu partido, o que abre caminho para um novo primeiro-ministro. Suga vem sendo fortemente criticado pela sua gestão da pandemia no país, que sediou a Olimpíada de Tóquio enquanto a cidade estava sob estado de emergência. A taxa de aprovação de seu governo vem caindo. O Nikkei fechou com alta de 1,61%, com destaque positivo para o setor industrial.
Na China, o Índice do Gerente de Compras (PMI na sigla em inglês) Caixin/Markit marcou 46,7 pontos em agosto, frente ao patamar de julho de 54,9 pontos, elevando a preocupação sobre a desaceleração do crescimento no país. Mais cedo na semana, o PMI oficial de manufaturas em agosto apontou contração no setor pela primeira vez desde o início de 2020. Patamares acima de 50 pontos indicam expansão; abaixo, retração. Na China continental, o Shanghai composto recuou 0,55%.
Em Hong Kong, o índice Hang Seng perdeu 0,89%, com queda de 3% nos papéis da Alibaba, depois da divulgação de informações de que a empresa deve investir o equivalente a US$ 15,5 bilhões até 2025 em nome da “prosperidade comum”. Na Coreia do Sul, o Kospi avançou 0,84%.
• Europa: Na Europa, o índice Stoxx 600 se mantém estável, com destaque positivo para o setor de recursos básicos, e negativo para o de viagem e lazer. Tivemos o PMI composto final da Zona do Euro que caiu de 60,2 pontos em agosto a 59 em julho, acima do patamar que separa retração de expansão. Isso indica que a atividade de negócios na Zona do Euro continuou forte em agosto, mesmo com o impacto da variante Delta do coronavírus. Além disso, pesquisas de intenções de voto divulgadas na quinta indicam que o Partido Social Democrata da Alemanha está bem à frente nas pesquisas para as eleições em relação em relação à União Democrática Cristã, de Angela Merkel. As eleições ocorrem em 26 de setembro.
• Futuros americanos sobem cerca de 0.1% na expectativa do Payroll.
• Agenda: às 9:30 temos os dados do Payroll de agosto.

 

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