Na última sexta-feira o mercado americano reagiu negativamente à divulgação de dados do payroll. Porém, esse impacto negativo não foi suficiente para zerar os ganhos da semana.

• Dow: -0,03%
• S&P: -0,19%
• Nasdaq: -0,51%

• Setores: Destaque positivo para o setor de energia, com o ETF XLE subindo 3,08% na inércia da alta do preço de combustíveis. Do lado negativo o segmento de Real Estate caiu 1,12%. Nas empresas, o destaque ficou com a alta de 4,77% da produtora de petróleo ConocoPhillips e de 3,77% da General Motors. Na contramão, as ações da Charter Communications caíram 4,83%. O setor de telecomunicações sofrendo pelo segundo dia seguido.

• Dólar: o dólar deu uma corrigida, caiu 0,12% em relação ao real, mas fechou a semana subindo 2,93% a R$ 5,5115.

 

Notícias Corporativas

PAYROLL DESANIMOU?
Todos os índices fecharam a semana no verde. O Dow Jones subiu 1,2% em sua melhor semana desde junho, o S&P 500 subiu cerca de 0,8% em sua melhor semana desde agosto e o Nasdaq subiu apenas 0,1%.
A divulgação do payroll foi a grande decepção da semana passada, já que a economia adicionou apenas 194 mil empregos em setembro, bem abaixo da estimativa do Dow Jones de 500 mil novos empregos. O que explica tamanha divergência? Uma redução no volume de mão de obra de serviços ligados ao governo…algo que o mercado interpretou como positivo, ou seja, o dado mais fraco não foi oriundo de um setor privado mais fraco. O número anunciado foi prejudicado por uma queda de 123.000 postos de trabalho do governo, enquanto o setor privado criou 317.000 vagas. Fora isso a abertura do dado, mostrou uma geração de empregos relevante em setores importantes como Turismo, Serviços, Transportes. Não obstante ao longo da semana tivemos o dado de pedidos de auxilio desemprego e ADP que surpreenderam positivamente o mercado. Por fim, apesar da menor criação de empregos, a taxa de desemprego americana seguiu caindo.
Pelo lado positivo, a taxa de desemprego, que é o foco do FED, caiu para um ponto menor do que os economistas previam, para 4,8%, atingindo o mesmo nível visto no final de 2016, e consideravelmente abaixo da meta do BC americano de 6%. Desde os anos 70, tirando a era Trump, foram apenas 6 anos com taxas inferiores a essa.
Ainda na sexta, o banco Goldman Sachs cortou sua previsão para o crescimento da economia dos Estados Unidos a 5,6% em 2021 e a 4% em 2022.
Vale lembrar que na última pesquisa de oferta de emprego (JOLTS), divulgada no início de setembro, existiam 11 milhões de vagas em aberto, o que seria suficiente para colocar o país em pleno emprego e bater recorder com desemprego menor do que 1%.
Amanhã, dia 12/10 teremos outra divulgação de JOLTS. Vamos ver quais serão os impactos desse dado para os mercados.

BATALHA DAS FARMACÊUTICAS
Muitos não sabem mas o setor de saúde é o segundo mais relevante do S&P 500, ficando atrás apenas do setor tecnologia. Bem verdade que saúde abarca muita coisa. As farmácias como por exemplo a CVS e Walgreens Boots que são as 2 maiores; empresas de instrumentos médicos como a West Pharma ou Medtronic; a United Healthcare que é a maior empresa de planos de saúde do mundo; a Agilent do ramo labotorial; ou a Vertex e Moderna de Biotech.
Hoje vamos fazer o Conexão Avenue pra falar de um segmento super relevante dentro do setor de saúde que são das farmacêuticas. Temos 13 empresas que somam quase US$ 2 trilhões dentro desse segmento específico. Tem empresas com altas de mais de 50% no ano e outra com queda de 13%.
Não vou falar mais, vou deixar-vos curiosos para hoje a noite quando vamos falar mais a respeito do setor. 19hs, todos convidados, no canal de youtube da Avenue.

 

O que esperar para o mercado hoje:

• Ásia: As bolsas asiáticas tiveram resultados variados entre si. O índice Hang Seng, de Hong Kong, fechou em alta de 1,96%, com destaque positivo para os papéis do Meituan, que avançaram 8,36% depois que o regulador dos mercados na China aplicou uma multa para a empresa no valor de 3,4 bilhões de yuans chineses, o equivalente a US$ 528 milhões, abaixo dos US$ 2,8 bilhões, que o Alibaba recebeu em abril. Na China, o Shanghai se manteve estável e no Japão, o Nikkei teve alta de 1,6%.

• Europa: Na Europa, o índice Stoxx 600 se mantém estável, com destaque positivo do setor de recursos básicos e negativo para o setor de lazer. Na sexta-feira, autoridades do Banco Central Europeu discutiram em um painel na Eslováquia a possibilidade de deixar para trás medidas de estímulo da era pandêmica, mesmo se isso desagradar alguns governos. A decisão sobre o tema deve ocorrer em dezembro.

• Futuros: em queda. Dow -0.2%, S&P -0.3% e o Nasdaq -0.5%.

• Agenda: Feriado de Columbus Day, mas o mercado de ações abre!

• Resultados: essa semana temos de fato o pontapé inicial da safra de balanços. Na quarta-feira (dia13) o JP Morgan (maior banco dos EUA em valor de mercado) divulgará seus números; junto a ele teremos a Delta Airline (segunda maior empresa aérea dos EUA) e a Blackrock (maior gestora de recursos do mundo). Na quinta será a vez do mercado descobrir os números do Bank of America, Citigroup, Wells Fargo, Morgan Stanley, US Bancorp, além da UnitedHealth (maior empresa de saúde do mundo) e das farmácias WalgreenBoots. Pra encerrar a semana temos o Goldman Sachs, General Eletric, VFC (dona das marcas Timberland, North Face, Vans entre outras) e a Prologis (simplesmente o maior fundo imobiliário de galpões do mundo).

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