Pelo terceiro dia consecutivo, os três principais índices americano encerraram o dia em território negativo, enquanto os investidores aguardam os dados de inflação (CPI) e o início da temporada de resultados corporativos do terceiro trimestre.

• Dow: -0,34%
• S&P: -0,24%
• Nasdaq: -0,14%

• Setores: Destaque positivo para o setor de Consumo Cíclico XLY, subindo (+0,79%) e Imobiliário IYR com ganhos de (+1,36%). Na ponta contrária tivemos o setor Industrial XLI caindo (-0,33%) e Tecnologia XLK cedendo (-0,52%). Entre as melhores performances do S&P tivemos MGM Resorts subindo mais de 9%, seguida por ETSY e Enphase Energy com ganhos de 5,3%. As maiores baixas ficaram com HP Inc e Citrix System caindo cerca de 4% na sessão.

• Em virtude do feriado não houve negociação do dólar ontem.

 

Notícias Corporativas

INFLAÇÃO E CRESCIMENTO
As preocupações com a inflação e com a desaceleração do crescimento global continuam colocando em xeque a confiança dos investidores. Ontem, o Fundo Monetário Internacional reduziu suas projeções de crescimento econômico, citando os desafios da cadeia de suprimentos e a persistente disseminação da Covid. Segundo o FMI, estamos presenciando um momento de grandes interrupções no fornecimento ao redor do mundo, que contribuem para alimentar as pressões inflacionárias, e reiterou que os bancos centrais devem estar preparados para apertar as políticas monetárias caso necessário. Disse também que se preocupa com os diferentes ritmos de recuperação nas economias avançadas e emergentes. Suas estimativas mostram que, embora as economias mais fortes possam exceder seus níveis pré- pandêmicos em 2024, os países em desenvolvimento, exceto a China, podem permanecer 5,5% abaixo de suas previsões pré-pandêmicas.

Também no dia de ontem, o Departamento de Trabalho divulgou o número de vagas de empregos referente ao mês de agosto, que apresentou uma queda de 659 mil postos de trabalho, para 10,4 milhões, bem abaixo das expectativas de 10,96 milhões. O relatório também mostrou que o número de demissões acelerou no último mês, principalmente no setor de serviços. (bares e restaurantes, e varejo).

FASTENAL (FAST)
Dando um pontapé inicial na safra de balanços, tivemos a Fastenal reportando seus números logo pela manhã. A fabricante de produtos industriais bateu as estimativas com lucro trimestral de US$0.42/ação, com receita essencialmente em linha com as previsões. As vendas de produtos usados principalmente para produção industrial, responsáveis por um terço das vendas totais, aumentaram 20,2% ano a ano, devido à maior demanda de fabricas e setor de construção, compensando o declínio de 2,9% nas vendas de seus produtos de segurança. As vendas dos demais produtos, que representam cerca de 45% do total, cresceram 9,2% na comparação anual.

A empresa comentou que continuou experimentando uma inflação relacionada a materiais e custos de transporte. Como forma de mitigar isso eles reajustaram preços a fim de manter margem de lucratividade, e informaram que seguirão implementando tal política de preços no quarto trimestre.

A ação reagiu bem aos resultados, encerrando a sessão em alta de 3%. Hoje, a empresa está avaliada em aproximadamente U$31 bilhões, e suas ações sobem 9% no ano.

O QUE ESPERAR DOS BALANÇOS DOS BANCOS
Agenda. Para te situar essa semana temos os pontapé inicial da safra de balanços. Hoje teremos o JP Morgan (maior banco dos EUA em valor de mercado); junto a ele teremos a Delta Airline (segunda maior empresa aérea dos EUA) e a Blackrock (maior gestora de recursos do mundo). Na quinta será a vez do mercado descobrir os números do Bank of America, Citigroup, Wells Fargo, Morgan Stanley, US Bancorp, além da UnitedHealth (maior empresa de saúde do mundo) e das farmácias WalgreenBoots. Pra encerrar a semana temos o Goldman Sachs, General Eletric, VFC (dona das marcas Timberland, North Face, Vans entre outras) e a Prologis (simplesmente o maior fundo imobiliário de galpões do mundo).

Bancões. Eles devem reportar um crescimento de lucro bem mais moderado uma vez que grande parte das reversões de provisões já foram contabilizadas nos últimos trimestres. Em relação aos bancos o foco deve recair nas recompras de ações e nos dividendos. Além disso, as divisões de banco de investimento devem entregar ganhos elevados graças a um aumento nas operações de aquisições e IPOs; além disso tivemos fortes volumes de negociações de ações que ajudam nas mesas de ações e derivativos; e por fim mercado vai observar se houve aumento nos empréstimos comerciais e industriais – havia desacelerado no último trimestre e também porque funcionam como proxy para recuperação econômica.

 

O que esperar para o mercado hoje:

• Ásia: tons mistos com quedas no Japão e Hong Kong, mas altas na China, India e Cingapura.

• Europa: Stoxx 600 sobe 0.5%. Tivemos o CPI da Alemanha que mostrou alta de 4,1% na comparação com o mesmo mês de 2020, número esse que veio em linha com o esperado pelos analistas. A inflação de setembro foi a mais alta desde dezembro de 1993. O número foi puxado pelos preços de energia, que subiram 14,3% na comparação anual. Além disso, tivemos a queda de 1,6% a produção industrial em agosto na comparação com mês anterior, número esse também totalmente em linha com as expectativas dos analistas. Os dados da Eurostat mostram que, na comparação anual, a produção industrial do bloco cresceu 5,1% em agosto, em função de uma base de comparação fraca, influenciada pelos efeitos da pandemia da Covid. O consenso de mercado era de alta menor, de 4,6%.

• Futuros: leves altas com Dow +0.11%, S&P +0.2% e Nasdaq +0.45%

• Agenda: às 9:30h temos o CPI, e às 15h saem as Atas da Reunião do FOMC.

• Resultados: JP Morgan, Black Rock, Delta Airlines, Infosys, Wipro e First Republic Bank.

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