Como foi o mercado ontem:

Na terça, os mercados globais continuaram a debater a perspectiva de default da incorporadora chinesa Evergrande, em uma sessão volátil. Os principais índices americanos esboçaram uma reação no início do dia, mas devolveram os ganhos e encerraram a sessão em tom misto, a espera do comunicado do FOMC.

• Dow: -0,15%
• S&P: -0,08%
• Nasdaq: +0,22%

Foi a quarta sessão seguida de queda para o Dow e o S&P, que acumulam perdas de 4% e 3,7% em setembro.

• Setores: Destaque positivo para Petróleo XLE em leve alta de +0,23% e Biotecnologia XBI subindo 1,16%. Na ponta negativa tivemos Utilities XLU caindo -0,27% e o setor Industrial XLI com perdas de -0,53%. Entre os papeis, a produtora de petróleo Conocophilips (COP) e o Twitter (TWTR) lideraram os ganhos do S&P, subindo mais de 3% cada. Na ponta oposta os cassinos sofreram. As ações da Las Vegas Sands (LVS) e Penn Gamin (PENN) caíram 5.6% e 4.4% respectivamente.

• Economia: Ontem saíram os dados de Licenças de Construção mostrando um crescimento de 3,9% em agosto, após sofrerem uma queda no mês anterior.

• Dólar: O dólar fechou em queda de 0,90%, cotado a R$ 5,28

 

Notícias Corporativas

AutoZone (AZO)
Logo pela manhã, a varejista de peças e acessórios automotivos, AutoZone, reportou resultados acima das projeções do mercado. Suas receitas cresceram 8% na comparação anual, para U$ 4,9 bilhões, e o lucro por ação ficou na casa dos U$ 35,72, superando as estimativas de U$30,00. As vendas nas mesmas lojas (SSS) sentiram um aumento de 4,3% no trimestre. Atualmente, o valor de mercado da companhia é de U$ 35 bilhões, negociando a 17x lucros para 2022. Seus papeis subiram cerca de 3,6% na sessão, e no ano, registram ganhos de 38%.

Uber (UBER)
A Uber viu suas ações saltarem mais de 11%, após elevar suas projeções de lucros para o próximo trimestre. A companhia estima que o lucro ajustado fique na casa dos U$ 25 milhões, ante prejuízo de U$ 25 milhões. Após a alta de hoje, os papeis da empresa acumulam perdas de 13% no ano.

FedEx (FDX)
Já no aftermarket, as ações da FedEx operavam em queda de 5%, após seus números trimestrais frustrarem as expectativas de Wall Street. A empresa reportou um lucro por ação de U$ 4,37, abaixo do consenso de U$ 4,94, e receitas totalizando U$ 22 bilhões, um crescimento de 14% na comparação anual. Os resultados operacionais do primeiro trimestre foram afetados negativamente por um aumento estimado de U$ 450 milhões em custos de um ano para outro, devido a um mercado de trabalho restrito que afetou a disponibilidade de mão de obra, resultando em ineficiências de rede, salários mais altos e maiores despesas de transporte adquiridas. Por esse motivo, a companhia reduziu o seu guidance para o ano. Hoje a FedEx está avaliada em aproximadamente U$ 67 bilhões, negociando a 10x lucros para 2022. No ano, suas ações registram queda de 2,91%.

Adobe (ADBE)
Outra que divulgou seus resultados após o fechamento de mercado foi a Adobe, com números acima do consenso do mercado. A empresa de tecnologia reportou um lucro por ação de U$ 3,11, contra U$ 3,02 estimados, e receitas crescendo 22% na comparação anual, para U$ 3,94 bilhões. Quase todo faturamento da Adobe vem de subscrições, que somaram U$ 3,66 bilhões no trimestre, um acréscimo de 24% em relação ao mesmo período do ano passado. A companhia também disse que recomprou 1,7 milhões de ações durante os últimos 3 meses. Mesmo após seus resultados surpreenderem positivamente, os papeis da Adobe caiam cerca de 4% no after. No ano, eles acumulam alta de 29%, levando o valor de mercado da companhia para casa dos U$ 310 bilhões.

 

O que esperar para o mercado hoje:

• Agenda: às 11h saem os dados de Vendas de Casas Usadas, e às 15h temos a declaração do FOMC. Hoje o Federal Reserve vai concluir sua reunião de 2 dias, e divulga sua declaração de política monetária com previsões econômicas e sobre a taxa de juros. O presidente do Fed, Jerome Powell, fala à imprensa às 15h30 (horário de Brasília). Mercado vai parar para olhar o comunicado do presidente do FED buscando detalhes sobre quando o Banco Central americano planeja desacelerar seu programa de compra de títulos e em que ritmo se dará essa desaceleração. Atualmente esse plano é de US$ 120 bilhões mensais. Anteriormente, Powell havia dito que este movimento poderia começar ainda neste ano o que, no entanto, pode não se concretizar.

• Futuros: apontam para altas de 0.6% para o Dow e S&P e 0.3% para o Nasdaq.

• Ásia: Na China, o Shanghai composto teve uma sessão volátil, e chegou a avançar mais de 1% antes de fechar em alta de 0,4%. Em Hong Kong, assim como na Coreia do Sul, os mercados permaneceram fechados por conta do feriado. Investidores aguardam por sinais sobre uma possível intervenção do governo chinês para evitar o default da Evergrande, e um contágio maior da economia. Na quarta, uma unidade da Evergrande, anunciou que fará um pagamento de seus títulos domésticos na quinta, o que ajudou a melhorar o sentimento do mercado. No entanto ainda existem dúvidas sobre se os juros dos títulos denominados em dólares nos Estados Unidos, que também vencem na quinta, serão pagos. Na quarta, o Banco Popular da China injetou mais liquidez no mercado por meio da compra de títulos de curto prazo de instituições comerciais, de forma que bancos tenham mais dinheiro em caixa. Também na quarta, a China manteve sua taxa referencial de juros. A taxa de empréstimo com vencimento em um ano foi mantida em 3,85%; a com vencimento em cinco anos, em 4,65%. Os patamares estão em linha com as expectativas. No Japão, o Nikkei recuou 0,67%.

• Europa: o índice Stoxx 600 abriu com alta de 0,8% antes de reduzir o ritmo para uma alta de 0,5%. A maior parte dos setores opera em território positivo, excetuando saúde, tecnologia e serviços.

• Balanços: General Mills, Black Berry e KB Home

 

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