Na terça-feira, as ações americanas tiveram um dia de queda acentuada, com as ações de tecnologia arrastando para baixo os principais índices americanos.

• Dow: (-1,63%)
• S&P: (-2,04%)
• Nasdaq: (-2,83%); o Nasdaq registrou seu pior dia desde março, sendo a décima queda entre as últimas 15 sessões.

• Setores: Destaque positivo para Petróleo XLE subindo (+0.34%). Liderando as perdas tivemos o índice de Tecnologia XLK caindo (-2,96%) e Biotecnologia XBI fechando em queda de (-3.16%). Entre os papeis, as bigtechs tiveram um dia de forte realização, com Facebook, Microsoft e Google caindo mais de 3,5%. Além disso, Applied Materials (AMAT) e a empresade pesquisas MSCI caíram mais de 6% – ambas fazem parte do S&P 500.

• Dólar: O dólar fechou em alta de 0,88%, cotado a R$ 5,42 num dia onde a bolsa brasileira caiu 3%.

• Economia: o fraco desempenho de ontem pode ser explicado essencialmente por 4 fatores: (i) tivemos um dado de confiança do consumidor que veio mais fraco que o esperado. (ii) O confronto orçamentário em Washington Os senadores republicanos bloquearam na segunda-feira um projeto de lei aprovado pela Câmara que financiaria o governo até dezembro e suspenderia o teto da dívida até dezembro de 2022. A secretária do Tesouro, Janet Yellen, alertou o Congresso em uma carta nesta terça-feira, sobre a necessidade de aumentar o limite da dívida até 18 de outubro, a fim de evitar um calote do governo. Não aprovação da elevação do teto de endividamento e gastos do governo americano, o que trouxe o receio de shutdown do governo. (iii) Esse fator levou os rendimentos do Tesouro de 10 anos a subir para até 1,56% no início da sessão, pesando novamente sobre as ações de tecnologia. (iv) Além disso, junto a essa questão de teto de gastos, você tem a discussão sobre como financiar os programas de assistência e investimentos na economia americana, o qual se daria através da elevação de impostos, o que obviamente não é bem visto no mercado.

 

Notícias Corporativas

Continuando nossa série sobre fontes de energias alternativas, hoje temos mais 2 empresas que possuem exposição ao setor de Hidrogênio, a fabricante de células combustíveis FuelCell Energy, e a produtora de gases industriais Air Products & Chemicals.

Fuelcell Energy ($FCEL)
A Fuelcell Energy produz tecnologias de energia limpa por meio de células de combustível de hidrogênio, uma alternativa à produção de energia tradicional baseada em combustão. Ela também oferece serviços de geração de energia para os clientes, incluindo instalação, operação e manutenção de usinas.
Mesmo enfrentando alguns problemas de execução, a empresa quase dobrou sua capacidade produtiva em relação ao ano passado, de 17 megawatts para 32 megawatts. Para fornecer um quadro de referência, um megawatt é suficiente para alimentar continuamente aproximadamente 1 .000 residências de tamanho médio nos EUA.
A FuellCell Energy está avaliada hoje em 2,7 bilhões e negocia a 3,8x book. Suas ações caem aproximadamente 35% este ano, mas ainda acumulam uma alta de quase 200% nos últimos 12 meses.

Air Products & Chemicals ($APD)
A Air Products & Chemicals é líder no setor de produção de gases industriais e equipamentos relacionados e desenvolve soluções para atender à demanda mundial por energia. Assim como a Linde, a empresa fornece hidrogênio e hélio para mercados em ascensão, como o de materiais semicondutores, hidrogênio de refinaria, saúde doméstica e até para o setor de alimentos e bebidas. A companhia também é líder global no fornecimento de tecnologia e equipamentos para o processamento de gás natural liquefeito. Ela opera em 50 países e atende a mais de 170.000 clientes de diversos setores, o que faz dela uma das maiores empresas do setor.
Olhando para o futuro, a Air Products vê oportunidades significativas em gaseificação, captura de carbono e hidrogênio para produção de energia, a fim de ajudar a resolver os urgentes desafios mundiais de sustentabilidade. A gaseificação permite uma maneira ecologicamente correta de usar matérias- primas abundantes e de baixo valor.
No último ano, a empresa reportou receitas totalizando U$8,9 bilhões e um lucro líquido anualizado de U$1,9 bilhões, números ligeiramente superiores aos registrados no período pré pandemia. Hoje, a APD está avaliada em U$58 bilhões, negocia a 24x lucros para 2022 e distribui um yield de 2,3%. Ela está na lista das empresas Aristocratas por possuir um histórico de crescimento de dividendos por 39 anos consecutivos. Suas ações operam em queda de 4,5% este ano.

 

O que esperar para o mercado hoje:

• Ásia: As bolsas asiáticas tiveram em sua maioria quedas na quarta, após as fortes perdas nos Estados Unidos. No Japão, o Nikkei recuou 2,12%; na Coreia do Sul, o Kospi perdeu 1,22%; na China continental, o Shanghai composto perdeu 1,83%. E em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,67%, com destaque positivo das ações do China Evergrande Group, que avançaram 14,98% após a incorporadora anunciar que venderá uma participação de US$ 1,5 bilhão no Banco Shengjing a uma empresa estatal de gestão de ativos.

• Europa: Na Europa, o índice Stoxx 600 avança 0,8%, com desempenho positivo do setor automobilístico, que tem alta de 1,2%. Todos os principais setores operam em território positivo. A atenção das bolsas europeias deve se concentrar sobre o Fórum de Bancos Centrais realizado pelo Banco Central Europeu nesta quarta. Devem falar o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell; a presidente do BCE Christine Lagarde; o governador do Banco do Japão, Haruhiko Kuroda; e o governador do Banco da Inglaterra, Andrew Bailey. Também devem ser divulgados dados sobre o sentimento econômico na União Europeia.

• Futuros: Deixando um pouco de lado o mal humor de ontem, os futuros americanos apontam para altas de 0.6% para o Dow, 0.7% para o S&P e 1% para o Nasdaq.

• Agenda: às 11h saem os dados de Vendas Pendentes de Moradias, e às 11:30 temos os Estoques de Petróleo Bruto.


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