Pouco depois da metade de 2021, o mercado financeiro recebeu uma notícia que já era dada por muitos como iminente: “Nubank começa a selecionar bancos para IPO”

Daí em diante, muitas outras notícias e novidades surgiram acerca da empresa e de sua oferta pública inicial de ações em bolsa. Mas, antes mesmo de entrar em detalhes específicos sobre essa operação, um fato que parece estar se tornando tendência chamou a atenção: o local escolhido para o IPO.

Assim como muitas empresas do mundo todo, incluindo outras brasileiras, o Nubank optou por realizar seu IPO no maior mercado do mundo – os Estados Unidos. Isso, somado ao recorde de IPOs vivido pelo país, explicitou algumas questões sobre os mercados que podem influenciar essa preferência de companhias pelas bolsas americanas para suas estreias.

BRASILEIROS EM WALL STREET

O iminente IPO do Nubank nos Estados Unidos mostra o objetivo de ampliação da visibilidade global e da capitalização de empresas brasileiras – o mesmo caminho já foi trilhado por muitas outras do segmento financeiro brasileiro.

Vale relembrar algumas delas nos últimos anos:

XP – A corretora brasileira, que ficou conhecida pelo movimento de desbancarização, chamou atenção ao escolher a Nasdaq, nos Estados Unidos, como o ambiente para seu IPO. A oferta aconteceu em 2019, quando levantou mais de US$ 2 bilhões com os investidores e precificou a empresa em quase US$ 15 bilhões.

Na época, o lançamento chamou atenção não apenas dos investidores brasileiros, mas também dos americanos, uma vez que esse foi um dos maiores IPOs de 2019 nos EUA, mesmo ano em que nomes como Uber, Alibaba e Saudi Aramco vieram a público.

PagSeguro – Um ano antes, em 2018, a PagSeguro escolhia outra bolsa americana, a NYSE (New York Stock Exchange) para ser a casa dos seus investidores.

A captação também gerou números expressivos. Movimentando mais de US$ 2 bilhões, esse foi um dos maiores IPOs nos Estados Unidos naquele ano, quando a liderança ficou com o Spotify, que levantou mais de US$ 9 bilhões em novos recursos.

StoneCo – No mesmo ano de 2018, a Stone também foi ao mercado americano. Listando suas ações na Nasdaq, ela também entrou na lista dos maiores IPOs daquele ano, quando sua oferta movimentou mais de US$ 1 bilhão, alcançando um valor de mercado próximo de US$ 9 bilhões.

Pátria Investimentos – O início de 2021 também marcou a chegada de mais uma brasileira ao mercado americano: a companhia de private equity Pátria Investimentos.

Listada na Nasdaq, a companhia realizou uma captação mais modesta que os demais brasileiros do setor financeiro – US$ 326 milhões –, mas é mais um exemplo de como as empresas locais estão buscando o maior mercado do mundo.

Banco Inter – Em breve, devemos observar a chegada de mais um importante banco brasileiro ao mercado americano: o Inter, atualmente com seus papéis negociados na B3, prepara uma reorganização societária para arrumar as malas e desembarcar nos Estados Unidos, mais precisamente na Nasdaq.

O MERCADO AMERICANO

Segundo dados de 2021, os Estados Unidos representam quase 56% do volume total de capitalização do mercado global. Ou seja, mais da metade da capitalização mundial está ligada ao mercado americano.

Essa capitalização, que considera o período até setembro de 2021, mostra números que ultrapassam os US$ 48 trilhões.

NYSE ou Nasdaq?

Historicamente, relevantes empresas associaram sua oferta de ações às bolsas dos Estados Unidos. E é na NYSE e na Nasdaq, as maiores do país, que os ativos de grandes nomes do mercado podem ser encontrados.

As empresas são livres para escolher entre as duas bolsas. Historicamente, companhias mais alinhadas ao setor tecnológico têm a tendência a escolher a Nasdaq, que foi a primeira bolsa eletrônica do mundo, enquanto a NYSE, com suas origens no século 18, é conhecida por abrigar empresas consolidadas e com longo histórico.

Alguns nomes conhecidos nestas bolsas: na NYSE, temos nomes como a PepsiCo, McDonald’s, Nike, Fedex, enquanto na Nasdaq aparecem empresas como Amazon, Apple, Facebook, Google, entre outras.

RECORDE DE IPOs NOS EUA

IPOs – Initial Public Offerings são as ofertas públicas iniciais feitas por companhias que realizam o lançamento de suas ações pela primeira vez em bolsa. Alguns dos principais objetivos ao se fazer um IPO são:

  • Maximização do valor de mercado;
  • Maior liquidez para investidores e funcionários;
  • Levantamento de capital para reinvestir no negócio;
  • Utilização das ações como moeda em aquisições/fusões e muito mais.

E se esses são os possíveis motivos para a oferta inicial de ações, é natural que a companhia procure fazê-lo no ambiente que ela julga ser o mais propício para colher os resultados esperados.

É nessa hora que o recorde de IPOs vivido pelo mercado americano pode dizer muito: seria nos EUA o ambiente ideal para os mais diversos tipos, portes e origens de empresas que tomam seus passos pensando num mercado global e diverso?

Ainda em outubro de 2021, o número registrado de IPOs nos EUA no ano ultrapassou a casa dos 850 – e os registros dos anos anteriores mostram a evolução:

Fonte: Stock Analysis

MAIS SOBRE O IPO DO NUBANK

Agora que você já sabe mais sobre o mercado americano e o mercado de IPOs, vale a pena conhecer um pouco mais sobre o Nubank, um dos próximos nomes a marcar presença nas bolsas americanas.

Se em junho de 2021 tivemos a notícia do início dos trabalhos da startup brasileira na estruturação do seu IPO, o dia 27 de outubro marcou a oficialização do planejamento dessa operação.

Essa não foi a única notícia que movimentou os holofotes para a empresa neste ano. Como parte dos ambiciosos planos para a ampliação da estrutura acionária, vários anúncios importantes também foram feitos pela empresa nascida em 2013:

Lembramos que as informações apresentadas aqui têm apenas fins informativos. Ou seja, este conteúdo não deve ser entendido como uma recomendação de compra ou venda.

AÇÕES NOS EUA E BDRs NO BRASIL?

Outro fator evidenciado pelos IPOs brasileiros nos EUA está nas possibilidades de exposição. Enquanto no mercado americano se terá acesso direto às ações da empresa listadas em bolsa, no Brasil só estarão disponíveis os BDRs – que são recibos relacionados a essas mesmas ações.

No mercado americano, você pode dolarizar seus investimentos e tem a possibilidade de proteger o patrimônio dos riscos de uma carteira não diversificada. No Brasil, o Risco-País ainda pode se fazer presente em muitos momentos.

E mais: o investimento direto em ações nos Estados Unidos traz algumas vantagens sobre os BDRs, como por exemplo na questão tributária – ao investir diretamente na NYSE ou na Nasdaq, brasileiros contam com isenção de Imposto de Renda sobre os lucros quando as vendas somarem até R$ 35.000 no mesmo mês, enquanto os BDRs não têm isenção de IR.

Por falar em Imposto de Renda, o processo para declarar investimentos no exterior é essencialmente o mesmo processo usado para declarar ações no Brasil.

E, na Avenue, disponibilizamos relatórios em português, sem custo adicional, com todas as informações necessárias para a declaração, bem como emitimos o DARF automaticamente sempre que necessário.

Mas a reflexão levantada aqui não é sobre investir em ações ou BDRs. A reflexão é:

Por que investir só pelo Brasil se até as empresas estão optando por irem direto para o exterior?

Pode ser somente um alinhamento de objetivos e expectativas entre a empresa e o mercado, mas em muitos casos o motivo é uma visualização mais clara sobre os EUA serem um terreno mais efetivo para o ganho de visibilidade mundial e aumento do volume de negociações.

ACESSANDO O MERCADO AMERICANO

O mercado americano não para de crescer. Todos os meses, temos visto dezenas ou até mesmo centenas de novos nomes na Bolsa.

E seja para ter acesso a todas as brasileiras negociadas nos Estados Unidos, internacionalizar seu patrimônio de maneira direta ou aproveitar qualquer outra opção do maior mercado do mundo, conte com a Avenue para acessar o sistema financeiro americano de maneira simples e rápida.

 

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