Bom dia, investidor!
Quem escreve hoje é o Guilherme Zanin. Na semana passada tivemos alguns dias bem movimentados, onde fizemos uma live sobre macroeconomia, explicando o que vem acontecendo na economia mundial, além de uma live sobre o Seleção Avenue de março. Agora, para quem perdeu, o que você acha de um resumo rápido em apenas 7 gráficos? Veja mais abaixo

Primeiramente, vamos entender quais as implicações que a alta do petróleo pode desencadear para a economia global, em um efeito cascata, fazendo com que o conflito na Ucrânia potencialmente atinja os seus investimentos e até o seu bolso.

Hedgeye

Agora, contextualizando: na semana passada o grande destaque que movimentou o noticiário do mercado financeiro internacional foi a escalada dos preços do petróleo para próximo das máximas históricas. Este movimento, que não era novidade em 2022, mas se intensificou com a‎ i‎nvasão russa na Ucrânia‎‎, o que causou turbulências nos mercados globais das finanças e de energia.

Dada a relevância da Rússia na produção de petróleo mundial, era de se esperar que o conflito tenderia a reverberar sobre os preços da commodity que, por consequência, subiriam durante a semana de forma significativa, vindo a arrefecer apenas nos últimos dias. Para você ter uma ideia, o Goldman Sachs chegou a projetar um cenário de alta que poderia atingir US$ 175 o barril, valor inimaginável há dois anos atrás.


Investing

Ok, o medo internacional e a importância da produção de petróleo da Rússia para abastecer a matriz energética na Europa demonstram que o lado da demanda da commodity continua aquecida, mas e a oferta?

Segundo dados da agência governamental de energia americana, a EIA, demonstram que os estoques de petróleo estão em níveis historicamente baixos, ressaltando que a oferta do produto está caindo. Esta necessidade de preencher os estoques de petróleo novamente levou aos Estados Unidos a fazerem acordos com Venezuela e Irã, dois países considerados inimigos políticos, para conseguirem abastecer os lares americanos.


EIA

Depois de entender que a alta do petróleo veio tanta pela demanda como pela oferta, e como estes fatores podem levar que os preços a permanecer em níveis elevados por mais tempos, você precisa entender como isso impacta na inflação. Para compreender melhor este ponto, veja com o gráfico abaixo da correlação de como a alta do petróleo (linha azul) impacta na alta dos preços das comodities em geral (linha laranja).


Bloomberg – Elaboração Avenue

Os preços do petróleo subindo fazem com que a gasolina fique mais cara. Logicamente, a gasolina é utilizada para movimentar os carros, caminhões, navios e aviões., o que tende a elevar também os custos de frete. Com os custos de frete aumentando, podemos notar uma pressão ascendente sobre os preços de todos os produtos, que variam desde a ‎ ‎carne de boi‎‎ aos ‎ ‎carros usados‎. Note no gráfico abaixo, como a alta das commodities (barras laranjas), tende a acompanhar a alta da inflação (linha branca).


Bloomberg – Elaboração Avenue

Não é à toa que estamos vivendo em um período inflacionário, puxado pela alta das commodities. Foram divulgados na semana passada nos EUA os dados referentes a inflação de fevereiro e, novamente, esses vieram acima do esperado (7,9% no acumulado anual), evidenciando que a alta dos preços está dissipada em commodities e também no setor de serviços, dada a recuperação econômica em curso. Entretanto, este não é um evento particular à economia americana e sim um movimento dissipado em diversos países, com as expectativas de inflação de 10 anos em elevação em todos os participantes do G7 (Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido). Veja abaixo.


The Daily Shot

A inflação elevada tende a preocupar as autoridades monetárias, que se aprontam em fazer com que a sua moeda não seja corroída pela alta dos preços. Dentre os principais instrumentos para combater isso, o aumento das taxas de juros é amplamente conhecido nos meios acadêmicos como o mais efetivo, entretanto ele também possui suas consequências negativas para a economia.

“Senhores passageiros, aqui é capitão Jerome Powell no comando, por favor afivelem os cintos pois talvez precisemos fazer um pouso forçado”

Bloomberg

Nesta semana teremos a famosa “super-quarta”, dia em que os presidentes dos bancos centrais se reúnem para definir as suas políticas monetárias, incluindo EUA e Brasil. Agora, o presidente do Federal Reserve Jerome Powell, será colocado a prova em uma tarefa extremamente difícil: tentar reduzir a inflação, que está nas máximas dos últimos 40 anos,‎ sem levar a economia para uma recessão. A expressão para este procedimento se chama “soft land” ou pouso suave, onde presidente do BC precisa aumentar as taxas de juros apenas o suficiente para esfriar a demanda sem derrubar o crescimento. O problema é que o avião econômico está entrando na pista a uma velocidade muito alta, atingida por ventos cruzados severos da pandemia e com muita neblina a frente criada pela incerteza devida a eventos geopolíticos.

A expectativa do mercado é que em 16 de março, Powell e o resto do Comitê Federal de Mercado Aberto anunciarão um ‎aumento de 0,25%‎‎ em sua principal taxa de empréstimo de curto prazo, seguido por mais 5 aumentos ao longo dos próximos meses.


The Daily Shot

O presidente do Banco Central possui a árdua tarefa de não só tentar controlar a inflação, como de não poder realizar esse “ajuste” de maneira severa, ou seja, que destrua a recuperação econômica e a criação de empregos. Contudo, mesmo que ele consiga realizar um pouso suave, as próprias implicações da recente alta do petróleo e da inflação já devem fazer com que o consumo diminua nos próximos meses, juntamente com o crescimento econômico e, por consequência, o mercado de ações. Veja como as projeções de consumo estão negativas:


The Daily Shot

Concluindo: perceba como as econômicas mundiais estão mais interligadas. Veja como alta dos preços do petróleo na Rússia está impactando a inflação no Brasil. Não à toa, vimos que a Petrobrás precisou reajustar em 18% na gasolina e 25% no diesel nos últimos dias. Isso acontece porque estamos cada dia estamos mais globalizados em nossos custos, como do petróleo por exemplo. Estamos na mão do câmbio, que influencia na inflação, destrói renda e impacta no nosso bolso.

Houve uma época que a taxa de câmbio era puramente fruto do equilíbrio entre as exportações e importações. Hoje ela pode ser um fator que permeia as nossas vidas. Por isso, é importante que o investidor brasileiro considere internacionalizar uma parcela do seu patrimônio , #goglobal

Importante!
Nesta semana estamos lançando as criptomoedas na plataforma da Avenue. A grande novidade foi contada pelo nosso CEO, Roberto Lee, junto com o Will Castro Alves e o Richard Rytenband, CEO da Convex, na semana passada e que você pode assistir a live completa neste link aqui. Você receberá as informações completas no seu e-mail ainda nos próximos dias e, para quem nunca investiu em criptos, agora você pode ter acesso a mais este produto em sua carteira Avenue.


Guilherme Zanin

Era isso pessoal. Me sigam nas redes sociai para mais conteúdos como este: @gui_zanin_ no Twitter ou Instagram.

Um abraço!
GUILHERME ZANIN

A negociação de criptomoedas nas plataformas da Avenue é disponibilizada pela Avenue Digital Assets LLC, oferecida e fornecida por meio da Apex Crypto LLC (NMLS ID: 1828849). Avisos legais e condições disponíveis em www.avenue.us/termos.
Criptomoedas são um investimento muito especulativo e envolve um alto grau de risco. Os investidores devem ter a capacidade financeira, sofisticação/experiência e disposição para suportar os riscos de um investimento, e uma perda total potencial de seu investimento.

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